Reclamou... Apanhou!

Jornalista é surrado

Caxias do Sul - O jornalista Carlinhos Santos, titular da coluna 3por4, do Pioneiro foi surrado por um taxista às 11h45min de ontem.

Residente no Centro, Carlinho pretendia se deslocar da agência central do Banrisul, na Rua Sinimbu, para a Estação Rodoviária.

Em meio à chuva, o jornalista não encontrou táxi em quatro pontos: dois na Rua Marquês do Herval, um ponto na Dr. Montaury e outro na Visconde de Pelotas, esquina com a Avenida Júlio de Castilhos.

No quinto ponto, na própria Visconde de Pelotas, porém esquina com a Pinheiro Machado, estava estacionado o Siena placas IQK 4961, prefixo 230.

Após entrar no carro e informar o destino, Carlinhos reclamou com o motorista:

- Tem que ter mais táxi em Caxias, passei por quatro pontos e não havia ninguém!

O motorista respondeu:

- Taxista também é gente, e tem que almoçar.

Carlinhos retrucou:

- Mas se houvesse mais táxis à disposição, vocês poderiam fazer rodízio, para não prejudicar os passageiros.

Nesse instante, o motorista parou e, aos gritos, ordenou que o passageiro descesse do carro.

Carlinhos desceu, mas afirmou que faria uma reclamação na prefeitura. Dito isso, o motorista estacionou e, com um cassetete de borracha em punho, partiu para cima do jornalista, que foi ferido no braço esquerdo.

Carlinhos, que em momento algum citou sua profissão, registrou ocorrência policial (número 02655, às 12h18min).

Com vergão no braço, o jornalista deveria comparecer hoje para realização de exame de lesão corporal. Porém, como embarcou nas primeiras horas da manhã de hoje para um período de férias na Europa, Carlinhos ficará impedido de fazer o exame.


Este é um case de atendimento ao cliente.

É claro que extremo, mas você já parou para pensar quantas vezes somos agredidos ao reivindicar um bom atendimento?

Agressões do tipo:
  • Má vontade do atendente;
  • Falta de disposição ao ouvir o cliente;
  • A loja sendo fechada enquanto há clientes para atender;
  • Vendedor sem paciência para ajudar o cliente a decidir;
  • Falta de conhecimento do produto ou serviço ofertado;
  • Empurra-empurra em call centers quando o cliente precisa de solução.
Enfim, são tantos os exemplos, que o caso do jornalista do Jornal Pioneiro, aqui de Caxias do Sul, nos faz refletir: até que ponto as pessoas que trabalham de forma direta ou indireta com o cliente, tem consciência da verdadeira importância do papel do consumidor em seu trabalho?

Há tanto tempo se fala em respeito ao cliente, em direitos do consumidor e ainda hoje, em pleno ano de 2011 se vê comumente este tipo de atitude, algumas vezes de forma que conseguimos relevar outras nem tanto.

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