Os desafios da geração Y

Como atrair, conviver e reter estes novos talentos no ambiente corporativo

Um novo perfil de consumidor, novos mercados, novas plataformas de negócios. Uma nova geração está subindo o elevador corporativo em uma quantidade maior e em escala bem mais rápida que o previsto. São jovens inquietos, que se movem a uma velocidade proporcional ao talento que possuem.
Jovens entre 20 e 30 anos com grande potencial de liderança, os Y são ambiciosos, buscam dedicar-se a projetos que representem suas causas, reconhecimento e evolução rápida na carreira. Ao mesmo tempo, não lidam bem com restrições e se pautam pelo imediatismo: sem resultados palpáveis para seus projetos, tendem a dispersar.
A grande maioria dos líderes já está enfrentando esse duplo desafio: o de atrair e engajar profissionais da chamada Geração Y; e o de reinventar suas empresas dotando-as de um ambiente que favoreça o desenvolvimento desses talentos para que se tornem “Lideres Y”.
Mas qual será a principal dificuldade para se moldar um líder da geração Y? Especialistas dizem que o excesso de ansiedade é o principal ponto negativo dessa geração. O líder empresarial Marcos Souza Aranha (iChimps), destacou, durante a HSM ExpoManagement 2010, que “os profissionais da geração Y vivem de hiperlink em hiperlink”. Por outro lado, os líderes da Geração Y se defenderam enaltecendo a sua capacidade de inovar. “A raiz do conflito está nas mudanças das relações de trabalho. As pessoas, em vez de buscar carreiras de longo prazo, buscam projetos, propósitos e significados. As organizações não estão percebendo e não mediam essas disputas”, criticou Everson Lopes (Buscapé).
O que o mercado espera dos novos profissionais?
Alexander Damasceno, diretor geral do B.I. International, declarou certa vez que o mercado anseia por inovação e empreendedorismo no sangue. “Queremos seres humanos profundos, com sólidos conhecimentos técnicos e sentimento de humanidade aguçado, com habilidades desenvolvidas tais como espírito de liderança e serviço, motivação, comprometimento. Profissionais com um perfil inovador e empreendedor, capazes de atuar em ambientes cada vez maios desafiadores e exigentes e que terá que ser, necessariamente, mais inclusivo e mais responsável”.
E, conflitos à parte, para reter estes talentos as empresas precisam adaptar sua gestão e ter em mente que estes jovens buscam:
- Ter colegas com quem gostam de trabalhar. Igual ou mais importante que o salário é a possibilidade de se ter muitas experiências diferentes. Para eles, progredir não é subir uma escada, mas aprender a fazer coisas novas;
- Ter uma jornada flexível. Isso gera mais motivação que o dinheiro para esta geração, uma vez que não se distingue mais vida no trabalho, pessoal e na comunidade. Eles vivem uma mistura de tudo isso em tempo integral. Não se preocupam com horários, com bater o ponto na entrada e na saída, pois trabalham o tempo todo;
- Ter um impacto positivo na comunidade ou na sociedade por meio do trabalho. Você precisa associar sua marca com fazer o bem, com algo positivo, ou não será a primeira escolha dos talentos da geração Y. Isso é extremamente motivador para eles.
Se as empresas não começarem a entendê-los e a fazer mudanças hoje com base no que esses profissionais valorizam e acreditam, não estarão numa boa posição para atrair os melhores talentos. E sem os melhores talentos, nenhuma empresa sobrevive.
Fonte: HSM

Nenhum comentário:

Postar um comentário